Paul Poiret

 

Madeleine Vionnet

 

Coco Chanel

 

Elsa Schiaparelli

 

Pierre Balmain

 

Christian Dior

 

Yves Sant Laurent

 

Mary Quant

 

Stella McCartney

 

Giorgio Armani

 

Gianni Versace

 

Dolce & Gabbana

 

Prada

 

Calvin Klein

 

Ralph Lauren

 

Donna Karan

 

 

 

 

 

Paul Poiret

Nasce a 8 de Abril de 1879, em Paris, filho de pais comerciantes de tecido no bairro Hallen, ainda hoje centro da economia têxtil parisiense. Poiret foi sempre apoiado pela mãe e irmãs na sua vocação para a confecção de vestuário, apenas o pai se mostrou reticente, fazendo com que Poiret, contrariado, acabasse o ensino secundário.
Deu os seus primeiros passos na moda no ateliê de um fabricante de sombrinhas; nas horas vagas desenhava esboços de roupas femininas, e com restos de seda da fábrica criava extravagantes vestidos. Toda a sua ambição e talento proporcionaram-lhe um lugar como assistente do costureiro de sucesso Jacques Doulcet, e tornou-se aprendiz do seu mestre no corte e costura tanto como no galanteio da elite.

Conclui, em 1901, o serviço militar, e arranja então emprego na Worth, a casa de moda mais importante da época. Os herdeiros da Worth, que entretanto assumiram a herança, não reconhecem o valor de Poiret e não o readmitem.

Em 1903 abre então o seu próprio salão de moda com ajuda financeira da mãe, e logo após três anos tornou-se famoso, reconhecido na sociedade parisiense. Rodeia-se de ilustradores, pintores e designers, com quem convive e trabalha. Casa-se com Denise Boulet em 1905, de quem teve cinco filhos. Poiret transforma-a na mais elegante mulher de Paris fazendo com que fosse invejada por todas as parisienses.

É celebrado, ainda hoje, como libertador da moda feminina por ter retirado à mulher o espartilho, embora Poiret o tenha feito apenas por razões estéticas, porque achava um corpo livre mais belo que um corpo preso pelo espartilho, e não pelo mau estar que este proporcionava á mulher. É então que cria La Vague, a linha que o imortalizou, um vestido de linhas simples, com saia cortada abaixo do peito, e que caía direita até aos pés.

Poiret apresenta uma mulher simples, juvenil, livre e activa, substitui os tons pastel e as grinaldas com flores por cores fortes, e substitui ainda as meias pretas por seda cor de pele para dar a impressão de pernas despidas.

Entretanto, o estilo simples que criou e o tornou ilustre degrada-se, já que se torna menos prático, as saias, antes soltas, tornam-se cada vez mais justas e os decotes maiores. Em 1910 cria a saia travada, moda à qual as mulheres não aderem por causa do seu corte afunilado até à bainha que as impede de andar livremente, mas Poiret não se importa pois já se considerava um ditador da moda.

O seu estilo começa a tornar-se mais extravagante e luxuoso, e a sociedade também aberta a esses excessos por influências do teatro estrangeiro, principalmente o Ballet Russes, que abre portas à moda oriental, adornada por rendas trabalhadas a ouro e prata, pérolas e plumas raras, entre outros materiais. Este novo estilo, Poiret reclamou ser de sua autoria, dizendo já o ter descoberto em 1897 numa exposição de tapetes orientais. Cria cafetãs, quimonos, calças de balão, túnicas, véus e turbantes, criações aceites com euforia.

Já em 1911 dá uma das mais badaladas festas de máscaras do século, «Noite 1002», e tanta fazer da sua própria vida uma festa, viaja com manequins por todo o mundo, donde traz inspiração, e, copiando as Oficinas de Viena, cria a sua própria escola de artes aplicadas, onde se formavam criadores de móveis, tecidos e objectos decorativos.

Neste mesmo ano Poiret volta a revolucionar e a chocar o mundo da moda. Choca lançando a saia-calção que lhe deu muita publicidade mas também fez com que fosse considerado imoral pelo próprio Papa, e revoluciona sobretudo por ter sido o primeiro costureiro a lançar o seu primeiro perfume e o primeiro a fazer estampagens em sedas de alta-costura, com obras de arte do pintor Raoul Duffy. Vende desde roupa de alta-costura e acessórios a decoração de interiores, tendência que só renasce após oitenta anos, adoptada por designers como Ralph Lauren, Donna Karan e Calvin Klein.

Quando nota que, por todo o mundo, o seu trabalho é imitado, impele a fundação do Syndicat de Défense de la Grande Couture Francaise com o intuito de as criações originais serem preservadas, e por isto em todas as suas criações Poiret estampa o seu selo estético, o que faz dele o primeiro estilista.

No entanto, com o início da Primeira Guerra Mundial, Paul Poiret é recrutado para combater e, quando regressa quatro anos depois, encontra uma sociedade mudada, em que as mulheres se tornaram autónomas e independentes. Inadaptado, não compreende como a guerra tinha feito mais pela liberdade das mulheres que a moda e contínua a pensar que primeiramente vão mostrar-se reticentes, mas que por fim se tornarão submissas; no entanto estas apenas desprezam e se riem do seu trabalho.

Procura o regresso como ditador da moda, dá festas em que seduz os seus convidados com prendas e com a presença de grandes artistas, mas tudo se mostra infrutífero: não só não trouxe de volta todo o seu prestígio como se endividou. Arranja então financiadores mas, como fica sujeito as leis do mercado, Poiret sente-se humilhado e aguarda uma grande oportunidade. Oportunidade que surgiu em 1925 com uma exposição de Art Déco, em que decora três barcos ancorados no Sena, um servindo de restaurante, outro de salão de costura e, por fim, o terceiro barco, de perfumaria, loja de acessórios e mobiliário. Mas as despesas eram, como de costume, elevadas, de forma que os financiadores não as cobriram. Poiret, embora falido, continua a viver de forma ostensiva.

Quando a mulher o deixa, e frustrado com o seu insucesso e com o sucesso de outros estilistas, Poiret regressa a Provença e ai dedica-se à pintura. Acaba por morrer em 1944, pobre e esquecido. Contudo a sua obra fez com que ainda hoje a moda seja parte da nossa cultura.

topo

Madeleine Vionnet

Madeleine Vionnet nascida em 1876, numa família simples, abandonou a escola aos doze anos e depois foi aprendiz, dedicando-se ao ofício do corte em Paris. No entanto, aos dezasseis anos foi para Londres onde trabalhou como lavadeira, pouco tempo depois casou-se, casamento que não durou muito tempo e do qual nasceu uma filha que acabou, em pequena, por morrer.Após a morte da sua filha, Vionnet dirigiu aos vinte anos o atelier de Kate Reilly. Voltou a Paris em 1900 e empregou-se na Soeurs Callot, uma famosa casa de moda. Tornou-se grande amiga da irmã mais velha, Marie Callot Gerber, gerente da secção artística da casa de moda, a quem Vionnet se sentiu sempre agradecida, pois foi ela que a impulsionou e lhe ensinou a arte do corte da alta-costura.

Teve em 1907 a tarefa imposta por Jacques Doucet de reinventar o estilo da sua casa de moda, com isto, Vionnet encurtou as bainhas e substituiu os espartilhos, mudança que não foi do agrado das mulheres em geral. Foi então que decidiu criar a sua empresa, apenas possível em 1912, devido a Guerra e com a inauguração do seu negócio iniciou-se o seu sucesso no mundo da moda.

Com o objectivo de manter no corpo feminino a sua beleza natural, Vionnet estudou meticulosamente a anatomia feminina, e então para que o vestido se ajustasse á silhueta do corpo, em vez do corpo se ajustar à moda, como até então se tinha imposto, começou por colocar costuras hábeis. Ia modelando os seus trabalhos numa boneca de madeira, o que permitia ajustar os materiais à silhueta da boneca e assim descobrir a maneira mais favorável de o transpor para a silhueta do corpo. Primeiramente criou os drapeados, seguidamente o corte em viés, que Vionnet revolucionou usando no vestido e não somente em golas. Também desenvolveu os seus cortes de mais elevada qualidade partindo de formas simétricas básicas, como quadrados e triângulos.

O tecido, pelo mesmo motivo de moldar o corpo feminino, ganh ou grande importância para Madeleine Vionnet, que apenas usava seda, cetim, veludo, e musselina. Foi desenvolvido especialmente para Vionnet, em 1918, um tecido com o nome crepe rosalba, composto de seda e acetato que se tornou uma das primeiras sedas sintéticas.

Text Box: Modelo de Madeleine, 1931
No entanto, a cor não teve um papel importante na sua obra. Para Vionnet o branco chegava, dando aos seus vestidos uma simplicidade semelhante à Antiguidade Grega e para manter esta simplicidade usava como adornos nós estilizados, bordados ou rosas que também, para além de adornos, sustinham o tecido de modo a que as costuras fossem prescindíveis. De modo a não tornar os vestidos pesados, Vionnet fazia os bordados a seguir a direcção dos fios para se adaptarem aos movimentos do corpo.

 

Por saber que as suas criações meticulosas eram únicas, Vionnet protegia-se das cópias documentando todos os seus modelos com fotografias de frente, de perfil e de costas, e depois colocando-as no seu livro de «direitos de autor». Documentou setenta e cinco modelos que hoje fazem parte da colecção da Union Française des Arts du Costume (UFAC). Madeleine Vionnet preocupava-se com a justiça, e antes de ser obrigatório já esta tinha inscrito os seus trabalhadores na segurança social e achava necessário pausas curtas durante o dia de trabalho, subsídio de férias e apoio médico.

A casa de moda de Vionnet viu-se obrigada a fechar em 1934 com o continuar da guerra, e quase caiu no esquecimento não tendo voltado a criar roupa. Morreu em 1956, no entanto a sua visão sobre a moda, embora tardiamente, é hoje reconhecida como indispensável, e os grandes criadores sabem que foi com Vionnet que «a arte da alta-costura alcançou um nível tão elevado». Ela foi a criadora dos vestidos com ombros desnudados que fizeram o glamour de Hollywood e também é criadora do corte em viés e dos drapeados, cortes complexos e de elevada técnica que apenas foram compreendidos pelo artista do corte, Azzedine Alïa.

Doou os seus «livros de direitos de autor» e vários modelos originais ao Musée de la Mode et du Textile de Paris, entre eles o seu célebre vestido de noite cor de marfim que é considerado uma obra-prima, em que a sua forma perfeita é sustentada apenas por uma única costura. Este foi o objectivo maior de Madeleine Vionnet, que ninguém ainda conseguiu igualar, fazer da moda uma obra de arte.

topo

 

Coco Chanel

Grabrielle Chanel nasceu a 19 de Agosto de 1883 em Saumur, sendo a segunda filha do casal. A mãe provinha de uma família de agricultores e acabou por morrer cedo por causa do trabalho e dos maus-tratos do seu companheiro. Com 12 anos, Chanel foi para um orfanato de freiras e aos 18 foi colocada num internato para raparigas de boas famílias.

Coco Chanel queria libertar a mulher da dependência em relação ao homem, também devido à experiência que teve. Na verdade, ela gostava de homens e isso é visível tanto nas suas colecções como nos seus casos amorosos, de que também soube tirar proveito; graças ao financiamento dos seus companheiros, conseguiu lançar o seu negócio. Ia buscar a inspiração para as suas criações através ao guarda-roupa masculino e às jóias que lhe eram oferecidas.

Chanel não foi a maior costureira da sua época, mas foi a maior criadora de moda de todos os tempos. A sua obra é o reflexo da sua vida, cheia de contradições em que se fundia o masculino com o feminino. Afirmou, «Se não nasceste com asas, não impeças o seu crescimento.», marcando o facto de não se contentar com o objectivo atingido e querer percorrer o seu caminho. Ela foi a órfã de mãe sem quaisquer hipóteses que soube agarrar as oportunidades quando estas lhe foram dadas. A falta de afectividade durante a sua juventude marcou o seu carácter para o resto da vida tornando-se uma mulher dura e especialista na arte da sobrevivência.

Nos tempos livres como vendedora numa loja de têxteis, Chanel sonhava com uma carreira de cabaré e foi assim que surgiu a sua alcunha. Ao cantar no café-concerto La rotonde as músicas Qui qu’a vu coco e Ko-ko-ri-ko era apresentada como «Coco» e  assim ficou.

Com 25 anos conheceu o herdeiro da indústria têxtil Étienne Balsan, e mudou-se com ele para Royallieu. Chanel percebeu que tinha algo com que podia ganhar dinheiro, criando um estilo: O chique. Influenciado pelas suas insistências, Balsan tornou o seu apartamento social num atelier de chapéus, mas não foi suficiente. De um herdeiro de têxteis passou para um herdeiro inglês de minas de carvão e jogador de pólo, Arthur Boy Capel, que,  segundo as palavras de Coco, foi o amor da sua vida. Capel financiou a mudança das suas instalações para a rua que ficaria para o resto do século ligada a seu nome: A Rue Cambon. No verão de 1913 abriu uma loja em Deauville e passados dois anos, outra em Biarritz.

Chanel tal como Mariano Fortuny e Paul Poiret criou vestidos exóticos e túnicas para libertar o corpo feminino dos espartilhos materiais;  queria também libertar a mulher dos espartilhos mentais que a mantinham  na dependência dos homens. «A moda não é algo que esteja unicamente nas roupas». Em 1918 ampliou a sua loja de Paris.

Chanel aprendera com as freiras que nada se consegue sem esforço, e o perfeccionismo fazia parte dela, tanto que as suas modistas e manequins do seu atelier tinham que ficar horas a fio à sua frente para acabar cada pormenor. Mobilidade foi o lema do look de Chanel e as suas colecções acompanhavam o espírito dos anos 20.

Chanel festejou o seu 40º. aniversário com o lançamento do seu primeiro perfume, o eterno “Chanel nº 5”. A sua quinta tentativa foi a mais apreciada, pelo o seu aroma e pelas as suas linhas modernas, daí o nome nº 5. «Não quero cheiros de rosas ou lírios quero um perfume composto. É um paradoxo. Os aromas naturais das flores têm um cheiro artificial nas mulheres. Se calhar, um perfume com aroma natural tem de ser criado artificialmente».

A sua vida profissional e privada fundiam-se numa imagem atractiva, divulgada através dos diversos meios de comunicação por todo o mundo, o que contribuía para um aumento das vendas. Em 1913, o produtor norte-americano Samuel Goldwyn propôs-lhe que vestisse as suas estrelas, dando-lhe assim uma oportunidade de obter publicidade mundial.

A bijutaria da moda existia há muito tempo, mas Chanel deu o seu toque, fazendo o puro efeito estético e não a imitação ilusória de jóias verdadeiras. Ela encarregou-se de lhe dar um novo impulso, combinando pérolas e colares de esmeraldas oferecidos pelos seus amantes, como o duque de Westminster e o latifundário Russo Dimitri. Chanel era uma mulher segura mas que no entanto podia ser seduzida por presentes.

Em meados da segunda metade dos anos 30, Chanel cansou-se e tornou-se uma mulher amarga. A crise económica mundial reduziu os seus lucros e Chanel pressentia que o seu mundo se aproximava do fim. Em 1936, foi expulsa do seu atelier e humilhada pelas trabalhadoras em greve. No verão anterior, o amante, Paul Iribe, sofreu um enfarte à sua frente no corte de ténis de «La Pausa».

Em 1939 com a 2ª Guerra mundial Chanel fechou a empresa e despediu todos os seus colaboradores, fugindo para Vichy, mas regressou logo a Paris. Começou uma relação com um diplomata Alemão que a ajudou a libertar o seu sobrinho, prisioneiro de guerra. Com 70 anos, Chanel regressou da Suiça onde se tinha exilado até o conflito terminar e acabou por, a 10 de Janeiro de 1971 morrer na sua suite do Hotel Ritz.

topo

Elsa Schiparelli

Nasceu em Roma em 1890, e era a segunda filha de uma família culta e abastada. Elsa frequentou a escola, o que era um privilégio de que nem todas as jovens desfrutavam, mas foi-lhe negada a possibilidade de aprender um ofício. Schiaparelli interessava-se pela música, pelo teatro e pela  arte, em especial pelos futuristas radicais; a sua maior paixão era a poesia. Com apenas 23 anos, Elsa era muito culta, não era bonita, mas era sobretudo sensível, suave e teimosa. Os seus pais decidiram enviá-la para Londres onde mais tarde assiste a uma conferência teosófica, aí foi apresentada ao conferencista, o conde William de Wendt de Kerlor, e no dia seguinte estavam noivos.

 A Guerra tinha começado e em Inglaterra não havia conferências filosóficas em francês, por isso o jovem casal tinha de viver do dom de Elsa. Longe do cenário de guerra, ao qual William conseguiu fugir, devido à sua origem suíça,em 1915 mudaram-se para Nice. A falta de trabalho abalou a alta confiança de William. Anos mais tarde, ele só tinha sucesso em conferências particulares em filosofia e, passado pouco tempo, iniciou uma relação apaixonada com a bailarina, Isadora Duncan. Elsa tinha 29 anos e deu à luz a sua única filha Yvonne Gogo, em circunstâncias extremamente difíceis e para piorar, poucos meses depois separa-se de William.

A carreira de estilista de Elsa começou quando conheceu Paul Poiret. Numa passagem de modelos, Elsa experimentou um casaco de veludo preto com riscas vivas e um forro de seda azul brilhante e, este foi o primeiro de uma série de presentes que Poiret lhe ofereceu. E o melhor de tudo, foi reconhecer a sua criatividade e dar-lhe ânimo para fazer moda.

Elsa escreveu na porta da sua primeira loja, na Rue de la Paix, «Pour le sport»: ela queria vestir a mulher moderna, como a viu nos Estados Unidos, com roupas simples, mas de peças soltas e funcionais que pudessem combinar umas com as outras. Em 1933, Elsa cria o seu primeiro vestido comprido, justo e de crepe-da-china, completado pela casaca de um fraque, cujas abas se cruzavam atrás, que foi um enorme sucesso, copiado pelo mundo inteiro. Este modelo constitui o ponto de partida para a carreira de alta-costura de Elsa.

Para ela, os seus melhores tempos no mundo da moda decorreram desde a abertura do seu salão na Place vendôme até ao início da guerra em 1939.

Salvador Dalí criou para Elsa uma bolsa de veludo em forma de telefone com um disco bordado a ouro. Ele também pintou um lavagante gigante com o qual Schiap, como era chamada pelos amigos, ornamentou um vestido de noite branco. O seu sentido para brincadeiras surrealistas e o seu gosto pelo choque tornaram Elsa na parceira ideal dos artistas. As suas colecções eram dignas de museu, onde hoje são procuradas por todo o mundo.

Com o seu espírito criativo, Elsa inspirava-se a fazer as colecções mais atrevidas, «Stop, look and listening», chamou à primeira; «Música»; «Circo»; «Borboleta»; «Commedia del L’Art»; «Astrologia» e «Cash and Carry». Para Elsa, o único artista entre os criadores de moda era Poiret, devido às cores ousadas que utilizava. O shocking pink tornou-se famoso, Elsa utilizava o rosa brilhante para embrulhos, bâtons e até nas capas de noite que eram ricamente bordadas. Ela queria chocar a sociedade e a sua última colecção chamava-se shocking elegance. Também o perfume com mais sucesso, que apareceu no mercado em 1948,  se chamou”Sshocking”.

Elsa transformou o surrealismo em moda, aplicando-o nas suas colecções, utilizava objectos do ambiente familiar tais como: a aspirina; o plástico; o escaravelho e a abelha. Um célebre sapato transforma-se em chapéu dobrando para cima e a capa com verdadeiros rasgões provocaram escândalo tal como, quatro décadas depois, a moda Punk. A sua capacidade de criar era inesgotável, mas o seu grande mérito foi ter revolucionado a moda nos anos 30 e 40.

Quando a guerra começou, Elsa fugiu para os Estados Unidos e em 1945 voltou a França. Tinha cada vez mais problemas financeiros e as suas criações pós-guerra não pareciam adequadas ao tempo. Deixou de criar moda em 1954, no mesmo ano em que Coco Chanel regressava a Paris e acaba por morrer em 1973, com 83 anos.

topo

Pierre Balmain

Nasceu em Savoie, França, em 1914. A família de Balmain era proprietária de uma firma de cortinas. Estudou arquitectura na escola de Beaux Arts mas não chegou a finalizar o curso, trocando-o pela moda, depois de um estágio com Molyneux entre 1934 e 1939 e de trabalhar dois anos para Lucien Lelong, lado a lado com Christian Dior, com quem esteve para abrir uma loja. Acabou por se estrear sozinho no mundo da moda e tornar-se independente logo a seguir à guerra no Outono de 1945.

Gertrude Stein, poetisa norte-americana, participou na primeira exposição de Balmain e escreveu o seu primeiro e único artigo de moda para a revista Vogue acerca do sucesso desta estreia, elogiando-o, tanto no seu trabalho como pessoalmente.

Balmain conseguiu satisfazer a necessidade de luxo e beleza do pós-guerra, com saias sumptuosas e compridas. No entanto, muitos críticos consideravam que a sua moda era muito complacente e conservadora. Pierre Balmain usava cores suaves como o azul-claro, o malva, o amarelo-claro, o verde-pistácio, bordando os seus modelos com arabescos e utilizava também a pele em colarinhos, punhos, capas e cintos, tornando elegantes as suas roupas.

Em 1951 abriu filiais nos Estados Unidos da América e o sucesso de Balmain nesse país é atribuído ao facto de ter conseguido traduzir a moda francesa para o corpo, geralmente maior, da mulher americana, sem comprometer o estilo.

Pierre Balmain  morreu em 1982, deixando a sua casa nas mãos de Erik Mortensen, seu assistente pessoal desde 1951 e o seu mais próximo colaborador, que manteve as suas tradições bem como o desenvolvimento e a actualização dos estilos e desenhos com o espírito do seu fundador.

topo

 

Christian Dior

Nascido a 21 de Janeiro de 1905, Dior foi o quinto filho do famoso fabricante de estrumes, Maurice Dior. Tinha uma grande admiração pela  mãe, mulher em que mais tarde se inspira para as suas criações. Interessou-se desde sempre pela moda e queria vingar nesse mundo, mas o pai não o autorizou; então Christian prosseguiu os estudos na Política, e alimentava a sua paixão trabalhando, nos tempos livres, numa galeria, apesar de tudo, financiada pelo pai.

No início do século, Maurice Dior perdeu todos os seus bens devido ao crash da Bolsa, o que originou que Christian tivesse que lutar pelo seu próprio sustento e fez com que desistisse da galeria e trabalhasse durante pouco tempo como ilustrador independente, antes de arranjar trabalho fixo como estilista. Em 1939 teve que suspender a sua recente carreira para ir para a guerra. Passado um ano estava de volta a casa, desta vez como lavrador. Voltou para Paris em 1941, e teve a satisfação de ser recrutado por Lucien Lelong como estilista.

O que o encorajou a tornar-se independente foi o seu entusiasmo, mas a sua grande fragilidade era a superstição, daí que não conseguisse determinar nada sem consultar Madame Delahaye, a sua vidente, chegando até a aconselhar-se sobre coisas banais como as flores que deveria colocar na sua sala.

Eram raras as pessoas que conheciam Dior, mas os papéis inverteram-se quando, em 1947 Christian cria a sua primeira colecção denominada por Catmel Snow como new look ,embora apesar do nome nada existir de novo nela. O new look era uma contra-revolução que devolvia às mulheres novamente o luxo e a boa aparência. No mesmo ano, Dior vai pela primeira vez aos Estados Unidos da América onde recebe um Óscar de Design a convite dos armazéns texanos Neiman Marcus.

A alta-costura, depois da inércia devida ao tempo de guerra, renasce graças a Dior. Criava duas colecções por ano e a ideia de marketing para Dior era a de criar uma nova tendência a cada nova colecção que realizava e antes da sua execução, refugiava-se no seu atelier de uma das suas casas de campo e ficava num grande estado de depressão. E o modo de apresentação das mesmas era completamente inovador, os manequins passavam com enorme teatralidade e tudo era fora do comum, podia demorar duas horas e ninguém abandonava o espectáculo aborrecido.

A partir de 1949, Dior passou a usufruir de uma percentagem por cada reprodução das suas ideias, tornando assim o lançamento de perfumes e acessórios como um lucrativo negócio; o primeiro perfume, lançado em 1947, chamava-se Miss Dior e posteriormente seguiram-se Diorama e Dioríssimo.


A saúde de Dior escasseava. Em meados dos anos 50 mostrava sinais de sofrer de stress, embora as pessoas que não faziam parte da sua vida não vissem nenhuma alteração, exceptuando que estava cada vez mais gordo. O seu forte nunca foi o amor, mas em 1956 foi correspondido por Jacques Benita. Christian tinha a necessidade de se sentir desejado, principalmente pelo seu recente amor, por isso decidiu viajar no fim do verão de 1957 para Montecatini, para se sujeitar a uma cura de emagrecimento. Acabou por falecer ao décimo dia da sua estadia, com apenas 52 anos, de paragem cardíaca.

Para o amigo de Cristian Dior, Jean Cocteau, o nome dele era uma combinação de Dieu (Deus) e Or (Ouro).


topo

 

Yves Saint Laurent

Nasceu em 1936, em Oram, Argélia. Saint Laurent é proveniente de uma família burguesa rica, é um rapaz tímido e frágil e desde cedo assumiu a sua homossexualidade. Tem uma certa intelectualidade, gosta de literatura e é um grande conhecedor de arte.

Ficou claro desde cedo o seu talento para o desenho de moda e, após ter ganho em 1954, com apenas 19 anos, em parceria com Karl Legerfeld, o Primeiro prémio num concurso do Secretariado Internacional da Lã com um vestido de cocktail de corte assimétrico, foi imediatamente trabalhar para a casa de moda Dior. Lançou a linha trapézio na sua primeira colecção para a Dior, em 1958, três meses após a morte do seu fundador. Todos pensaram que com Saint Laurent estava assegurada a continuidade da tradição  Dior, apenas com maior leveza e juventude, mas YSL tinha uma visão diferente, olhava para o futuro em vez de olhar para o tradicional. Foi passado três anos à frente da casa Dior  substituído, por Marc Bohan, depois do lançamento do seu beat look onde apresentava blusões de couro preto, camisolas de gola alta e saias curtas, inspirado na juventude estudantil.

Em 1960 foi recrutado para o exército onde foi enxovalhado de tal modo que, pouco tempo depois, ficou doente física e psicologicamente. Chegou a praticamente não falar devido aos calmantes e à terapia de choque que recebeu. Foi Pierre Bergé, um jovem astuto e cultivado, que era seu companheiro desde 1958, que o ajudou a curar-se e a arranjar patrocinadores que permitiram, em 1962, YSL fundar o seu negócio individual na alta-costura.

Esperavam-se grandes coisas de Saint Laurent com a inauguração da sua casa de moda, mas as expectativas foram superadas, voltou a conseguir emocionar o público com as suas criações, e foi provavelmente o estilista que ao longo da sua carreira mais vezes o conseguiu. Sentia-se pressionado a inovar constantemente, e quando lançou, em 1966, o prêt-à-porter, pois achava que os anos 60 não eram a época da alta-costura, essa pressão aumentou devido à necessidade de ter que passar a apresentar, por ano, quatro colecções diferentes. Tudo isto levou-o várias vezes ao esgotamento.

Nas suas experiências e tentativas de superar a própria moda YSL conseguiu, ao longo da sua evolução, criações que se mantiveram e que são imprescindíveis ainda no presente. Ele foi o criador dos vestidos transparentes, dos casacos safari, dos fatos de calças e do smoking feminino que será sempre um marco e que lhe estará para sempre ligado. Embora se tenha inspirado na roupa masculina conseguia dar às suas criações um ar feminino e de sensualidade.

Mas esta não foi a sua única inspiração, o retro e o étnico estavam também presentes nos seus vestidos de noite, embora alterados para os padrões da alta-costura. Também se inspirou na Rússia Czarina e no seu Ballet para a sua colecção de 1967, que, se por um lado foi vista como uma revolução no desenvolvimento da moda, por outro a crítica acusou-a de ser enfadonha e de se assemelhar a trajes de máscaras. Mas foi com esta colecção que Saint Laurent mostrou que era de todos os criadores de moda o mais sensível em relação às cores, combinava cores que mais ninguém se atrevia a combinar pois só ele conseguia achar a tonalidade certa para conjugações de amarelos com lilases e laranjas com vermelhos e rosas. Estas considerações tornaram-se ainda mais consolidadas com a sua colecção Chinesa que era ainda mais luxuosa e teatral. Outra fonte de inspiração para YSL era a arte, e artistas como Matisse, Picasso e Andy Warhol foram homenageados na sua moda.

Um factor importante para YSL foi a recriação e foi assim que conseguiu criar tantos estilos diferentes. É graças a esta ousadia que hoje misturamos todos os diferentes estilos sem sermos julgados, mas nos anos 60 Saint Laurent não foi poupado á crítica. As críticas ora eram lisonjeiras ora destrutivas, e era com drogas e álcool que o frágil criador combatia a depressão e as tendências suicidas. Tornou-se dependente, mas só próximo dos anos 70 fez a sua primeira desintoxicação, depois desta fez muitas outras. Esta dependência não denegriu a imagem de Saint Laurent, por outro lado, só a romantizou ainda mais.

Nos anos 80 YSL afastou-se da moda de recriação que o tinha caracterizado e o seu trabalho passou a apresentar uma evolução sequencial. Assim, em 1999 deixou o seu prêt-à-porter a Alber Elbaz e dirigiu essencialmente todo o seu trabalho para a alta-costura, da qual há trinta anos atrás tinha previsto o fim.

Saint Laurent foi homenageado como nunca nenhum estilista vivo tinha sido, entre condecorações e distinções destaca-se, em 1983, a exposição do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, que apresentou uma visão global do seu trabalho, e em 1996 no Olympia. O costureiro francês morre dia 1 de Junho de 2008 com 71 anos, às 23h10, em Paris.

“Coco Chanel e Christian Dior foram gigantes, mas Saint Laurent é um génio” Diana Vreeland
 

topo

Mary Quant

nasce em Londres, Inglaterra, em Fevereiro de 1934. Estudou no Goldsmiths College, onde conheceu o seu marido e futuro parceiro de negócios, Alexander Plunkett-Greene. Mary Quant lançou-se no mundo da moda em 1955, com a abertura da sua boutique, Bazaar, na King’s Road. O sucesso foi imediato pois as suas roupas expressavam exactamente o espírito da swinging London, eram jovens, coloridas, simples e a preços acessíveis. Em 1961 abriu o segundo Bazaar na Knightsbridge, e em 1965 iniciou a exportação das suas roupas para os Estados Unidos, o que fez com que as suas lojas se transformassem num império internacional.

Mary Quant foi criadora de moda, acessórios e produtos de cosmética. A sua popularidade atingiu o pico mais elevado a meio dos anos 60. Lançou uma colecção chamada “Wet” onde o PVC foi utilizado pela primeira vez em roupas como casacos e botas. Criou êxitos como os fatos de calças, collants de cores, hot-pants, tops de malha, cintos e carteiras com correias compridas, mas nenhuma criação lhe trouxe tanta popularidade e projecção como a mini-saia, que estará sempre associada ao seu nome. Na verdade, não foi apenas a mini-saia que ela criou, foi todo um look que prevaleceu durante os anos 60, tudo o que criava era um instantâneo sucesso, porque ia ao encontro do espírito jovem e prático da época.

Mary Quant esteve totalmente dentro do seu tempo durante a década de 60, tendo mesmo chegado a receber, em 1966, com apenas 32 anos, a Ordem do Império Britânico, e nesse mesmo ano foi também declarada a mulher do ano. Contudo, com o nascimento do seu filho Orlando, nos anos 70 afastou-se da moda e passou a investir somente em design de interiores e na sua linha de cosméticos, que devido à fama alcançada no passado continua a ter, principalmente no Japão, um elevado número de vendas.

topo

 

Stella McCartney

Nasceu em Londres, em 1972, e é um dos nomes mais célebres da moda da Grã-Bretanha. Formou-se em Design de Moda em 1995 na faculdade Central Saint Martin’s college of art and Design.

Com apenas 15 anos, Stella trabalhou para Christian Lacroix na sua primeira colecção de alta-costura, e um ano mais tarde já trabalhava para Betty Johnson e para a revista Vogue. Após vários anos, trabalhou em Savile Row, expondo a sua primeira colecção de roupas em Paris, em 1997. Em 2001 trabalhou na linha de produtores de sapatos Karl Lagerfeld, como Designer Chefe na casa de alta-costura da francesa Chloé. No seu primeiro desfile para Chloé, em Março de 1997, apresentou corpetes Belle Époque, vestidos de folhos românticos, combinações de renda e camisas de noite delicadas. Entretanto, a sua moda leve, romântica e jovem, conquistou o merecido reconhecimento. Stella McCartney conjuga o estilo de Portobello com o feminino parisiense.

McCartney lançou sua própria fragrância de nome 'Stella' e ganhou o prémio da Elle e a Distinção Rover para os Melhores Novos Designers de 1998.

topo

 

Giorgio Armani

Nasceu a 11 de Julho de 1934 na província de Piacenza, na região da Emília-Romanha. Suspendeu os seus estudos de medicina e só posteriormente começou a trabalhar nos armazéns milaneses La Rinascente como comprador e vendedor de moda masculina. O seu primeiro contacto com o design de moda foi na casa Nino Cerrutti, e em 1970 cria a sua própria firma.

Ao mesmo tempo que os 80 foram anos de inúteis aparências, eram tempos de tendências criativas e ninguém teve um papel tão fundamental no sucesso do design italiano desta época como Giorgio Armani, tanto pelo seu estilo sempre moderno como pela sua facilidade para o negócio. Armani foi o primeiro designer a enriquecer a moda masculina com elementos inovadores e a peça particular da sua marca é o fato clássico, que se distinguiu tanto na moda masculina como na feminina e era visto como uma peça que simbolizava confiança e ao mesmo tempo informalidade no mundo dos negócios.

Iniciou-se uma nova etapa, em que se ambicionava agradar mas ao mesmo tempo pretendia-se conforto e bem-estar. Também nesta época, como em todos os modelos de Armani, estavam presentes perfeição, funcionalidade e qualidade. Características que até hoje podemos encontrar naquele que continua a ser um ícone do mundo da moda.

topo

 

Gianni Versace

Nascido na Calábria, no sul de Itália a 2 de Dezembro de 1946, aprendeu o seu ofício no atelier da sua mãe. No seu estilo são visíveis combinações muito espontâneas de várias tendências artísticas, desde a antiguidade ao futurismo, ele foi influenciado pela arte Romana e Grega antigas e também pela arte abstracta e moderna. Ele próprio afirma: «A minha inspiração não é adquirida, guio-me pelo instinto e olho sempre em frente. O passado é apenas um pretexto para fazer experiências. Para mim clássico quer dizer actual.»

Também as suas formas e padrões eram variados e a sua originalidade manifesta-se principalmente na utilização excessiva e misturada de cores, sendo considerado um dos desenhadores mais coloridos do século XX.

Além dos modelos extravagantes tanto de cores como de padrões, Versace criou também um outro estilo mais particular, baseado em modelos puristas e minimalistas.

Versace teve também um enorme êxito ao criar a figura de top model que foi considerado o símbolo da mulher dos anos 80. Aéem da moda, tinha como outros interesses o ballet, o teatro e a ópera.

Em 1996, foi apresentado na bienal de Florença, o seu projecto final no império da moda e da arte. Morre assassinado a 15 de Julho de 1997, tendo o mundo da moda perdido um dos seus estilistas mais talentosos e criativos. É a irmã Donatella que, na sequência do trágico evento, assume a direcção artística da casa Versace e embora a empresa explore o nome do grande estilista, trata-se de um domínio muito ramificado.  

topo

 

Dolce & Gabbana

Domenico Dolce (1958), era alfaiate e Stefano Gabbana (1962) era profissional gráfico, juntos criaram uma das grandes marcas italianas, que está interligada com a cantora pop  Madonna, que trajou modelos de Dolce&Gabbana na sua digressão de 1993.

Foi em 1986 que apresentaram, em Milão, a sua primeira colecção, que mostrava uma direcção descuidada (visto que produziam os seus modelos maioritariamente com materiais em segunda mão) mas chique. Lançaram três anos depois as suas colecções de fatos de banho e lingerie e, em 1993 o perfume «Dolce&Gabbana». Mais tarde lançam acessórios como óculos, um perfume para homem e uma nova colecção, dirigida para pessoas mais jovens.

Em relação à moda feminina, ambos os estilistas se deixaram atrair pelo erotismo dos corpos, enquanto na moda masculina criavam um estilo que fazia lembrar os malfeitores e os mafiosos dos filmes italianos neo-realistas dos anos 60.

topo

Prada

Primeiramente Prada foi uma marca de artigos de pele, até ao instante em que Miuccia Prada (1950) entrou no negócio da moda nos finais da década de 70.

Entusiasmada com o êxito que obteve com o lançamento dos seus modelos de mochilas e malas de nylon, decide aventurar-se no lançamento da sua primeira linha de  prêt-à-porter em 1985, que, apesar de não cativar uma grande quantidade de público, conseguiu cativar um público fiel.

Em 1995, surgiu a sua grande oportunidade, quando apresentou a sua colecção de vestidos de aspecto burguês com cores abomináveis e estampados pouco usuais como o de toalhas de mesa de plástico e cortinas dos anos 50 e 60.

Nos últimos anos, com a sua convicção de provocar a classe média cria uma linha marcada pelo charme reservado da burguesia.

topo

 

Calvin Klein

Nasceu a 19 de Novembro de 1942, na zona da Bronx e formou-se na Fashion Institute of Technology, em 1962. Calvin Klein começou por vender as suas roupas para as lojas de departamentos. Tornou-se nos anos 80 um dos maiores gigantes do marketing e do lifestyle e, nos anos 70, fez parte da formação de estilistas que expunha versões femininas do vestuário masculino.

O blazer feminino, que era simples e com lapela, tornou-se na peça fundamental para a moda e as calças e os casacos eram usados com camisolas justas e tinham igual corte que os masculinos. Na década de 80, a moda de Clavin Klein transformou-se na base do american look. Klein aproxima-se de Ralph Lauren, devido ao facto de ambos analisarem a moda como uma obra de arte.

 Klein vende uma forma de entender a existência moderna. Esta ideia foi concretizada através de campanhas publicitárias, lojas de estilo e uma forma de vida própria. O que determina a moda de Klein é a sexualidade. A roupa interior, os seus jeans e perfumes inspiram-se na cultura gay, pensados no entanto para o público heterossexual. O fotógrafo Bruce Weber criou as fotos da campanha de lançamento do perfume Obsession, com conteúdo homossexual. Vários jornais dos Estados Unidos se recusaram a publicar o anúncio, mas Obsession viria a transformar-se num estrondoso sucesso.

Na segunda metade da década de 90, as suas colecções transmitem invulgares influências da moda vanguardista japonesa, afastando-se do modelo americano mais clássico, o sportwear.

topo

 

Ralph Lauren

Nascido em 1939,Ralph Lauren é considerado o cowboy dos estilistas norte-americanos. A razão prende-se com a sua criação de um estilo com características do Oeste selvagem, que rapidamente passou a ser considerado o american look.

Ralph Lauren fez também aparecer o tradicional estilo da vida dos proprietários das terras inglesas. Ele foi sempre considerado um difusor genial do sportwear americano e o seu logótipo, um jogador de pólo, coliga a inspiração histórica a uma moda clássica escapista, que encerra em si toda a herança do glamour que a América mostra,desde o estilo country à la Gary Cooper até ao estilo informal e unissexo de Katharine Hepburn.

Nos anos 70, Ralph Lauren, com o lançamento de roupas infantis, perfumes, acessórios e, principalmente, da  sua home collection, deu inicio a uma grande evolução no mundo da moda.

Nos anos 80, mostra aos novos-ricos que o dinheiro pode comprar uma boa imagem.

Ralph Lauren  mostrou, através da carreira na moda, a sua visão de uma existência ideal.

topo

Donna Karen

nasceu em Nova Iorque no ano de 1948, com o nome de Donna Faske, filha de uma manequim e de um vendedor de roupa o que, desde cedo, influenciou o seu interesse pela moda. Durante o liceu, chegou a ter um trabalho como estagiária da estilista Liz Clairborne, e  depois de ter frequentado a escola de design em Nova Iorque formou-se com Anne Klein, a «mãe» do sportswear. Apenas com 23 anos, já era sócia da casa Anne Klein e desempenhava o papel de desenhadora, mas o seu trabalho tornou-se ainda mais marcante depois da morte da estilista em 1947, já que foi ela, juntamente com Louis Dell’Olio, que se responsabilizou pelo desenho das colecções da etiqueta Anne Klein.

Com a ajuda do marido decidiu criar a sua própria marca e assim surgiu a marca Donna Karan New York com a primeira colecção apresentada em Maio de 1985 sendo nesse mesmo ano nomeada como melhor estilista pelo Conselho dos Desenhadores de Moda da América, feito que repetiu em 1990. Entretanto, em 1988, lançou a linha DKNY, mais acessível e destinada a um público mais jovem, que foi feita a pensar na própria filha da estilista.

A sua empresa, com mais de 2000 trabalhadores, teve sede em Nova Iorque durante muitos anos e lojas um pouco por todo o mundo mas em  2001, a casa Donna Karan foi vendida à LVMH (Louis Vuitton Möet Hennessy), que decidiu mudar a empresa para Itália.

topo